Assumindo a vida e liberando o medo, vindo da morte precoce da mãe

O amor de alguém por sua mãe pode limitar e mesmo adoecer uma pessoa? Sim, é o constatou Bert Hellinger. Pessoas que se identificam com o destino difícil de seus pais, irmãos ou avós podem ser atraidos pela morte, adoecer e limitar sua capacidade de uma vida plena.

Uma senhora, de 60 anos trouxe como problema para a terapia seu grande desejo de aprender a nadar. Desde criança tinha desejo de nadar e muito medo de afogar-se na água. Indagada sobre sua mãe, dizia inicialmente que é como se ela nunca tivesse existido e que não lhe fazia falta, tinha sido criada por uma tia amorosa, sua mãe morrera quando ela tinha três anos.

No processo da constelação sistêmica familiar a senhora reviveu a menininha com seu amor infantil carregado de ressentimentos por se sentir abandonada e uma profunda dor pela falta da mãe. Percebeu, então, que no medo de afogar-se estavam sentimentos confusos, contraditórios: o desejo de morrer para estar junto com a mãe o medo de morrer cedo, como ela.

Na terapia, ela conseguiu aceitar o destino que as separou, sentir o valor da vida que recebeu da mãe e seu o amor pela filha. Agradeceu também o amor da tia que a criou. Sentiu-se fortalecida, com o coração preenchido.

Em algumas semanas, o medo de afogar-se foi cedendo e dando lugar ao prazer, tão sonhado, de nadar. Suas palavras: “80% das minhas dificuldades com a água terminaram”.

Método: Constelação Sistêmica Familiar

Facilitadora: Maristela de André