O resgate do amor da mãe, reconciliando irmãs

A senhora A, de cerca de 70 anos, sofria com o difícil relacionamento que sempre tivera com sua irmã mais nova, B, que a rejeitava. Era sua única irmã.

A sentia falta desse amor, ainda mais após a morte da mãe de ambas.

No processo terapêutico por constelações sistêmicas familiares, verificou-se que B se sentia isolada da família. Tinha um sentimento de exclusão cuja origem vinha do fato de que a mãe de ambas estava aprisionada na dor, desde que perdera o único filho homem, com seis anos de idade. Desde esse dia, o desejo da mãe era seguir o filho na morte, isolando-se do marido, limitando sua afetividade por com A e se tornando incapaz de acolher B, a mais nova, nascida depois da morte do filho.

Para que o relacionamento das irmãs florescesse foi importante que a mãe aceitasse o destino do filho e voltasse a assumir sua vida. Isso foi possível, quando a mãe se compadeceu da dor e da perplexidade da filha A, que se sentia presa pelo afeto dominador do pai, através do qual ele inconscientemente se compensava da falta do afeto da esposa.

Com a abertura do coração da esposa e mãe, o casal se recompôs e, então, B pode ser reconhecida e amada pelo pai e pela mãe. B passou a aceitar A como sua irmã mais velha, o processo se concluiu com no abraço carinhoso entre as irmãs.

Método: Constelação Sistêmica Familiar

Facilitadora: Maristela de André