O desejo da maternidade fortalecendo o amor conjugal

A senhora K, de 38 anos, mostrava amargura por seu casamento “meu marido não me vê”. O casal decidira pelo aborto da primeira gravidez, tivera dois filhos e a seguir um aborto espontâneo. Na terapia por constelações familiares foi identificada a desmotivação dela pela maternidade: “sempre tive dúvidas em ter filhos”.

Ouvira sempre sua mãe dizendo: “É bobagem ter filhos”. A avó materna de K morrera no sexto parto, sua filha tinha dois anos, perdera anteriormente uma criança de meses. Essa avó, a bisavó e a tataravó eram todas desmotivadas pela maternidade. A terapia evidenciou um forte vínculo afetivo entre a cliente e a tataravó. A força materna da tataravó foi reativada e então o amor materno das gerações seguintes desabrochou.

K passou a reconhecer que guardava profunda dor por sentir que sua mãe não a desejara. Manifestou essa dor e sua mãe conseguiu acolhe-la nos braços.

K se deu conta de que um sentimento de desvalia e de culpa a haviam impedido de assumir o casamento. O marido mostrou-se compreensivo, reafirmou o desejo de tê-la por esposa, admitiu sua co-responsabilidade pelos abortos e se dispôs a resgatar, junto com ela, a memória dos dois filhos abortados. O casal assumiu a responsabilidade pelos abortos e reintegrou os filhos à memória familiar.

A senhora K, agora fortalecida, nos disse: “agora quero ser apreciada por meu marido”.

Método: Constelação Sistêmica Familiar

Facilitadora: Maristela de André