Relacionamento de Casais

Clientes tem trazido insatisfação por frustrações na vinculação amorosa com sexo oposto, com parceiros de namoro ou de casamento.

Constatou-se, em pessoas de ambos os sexos, dificuldades no vínculo amoroso com a mãe, fragilidade na relação com o pai. Os pais da pessoa, em geral não tinham cultivado um vínculo conjugal forte e sustentável. Frequentemente manifestou-se um apego inconsciente ao genitor do sexo oposto e a pessoas que tinham vínculo passional com esse genitor. As dinâmicas do homem e da mulher tem sido peculiares:

HOMEM: mãe com dificuldades em assumir a criança, apego do filho à mãe, associado a eventos como: morte prematura do pai; abandono da família; filho como arrimo de família. Tem sido significativa a identificação inconsciente com algum homem importante na vida da mãe: ex-noivo, ex-namorado, amante, ex-marido.

MULHER: apego excessivo ao pai, ausência da mãe desde criança, identificação inconsciente com alguma mulher importante na vida do pai. Tem mostrado grave a falta da "maternagem", por morte prematura da mãe, por doença, por abandono do lar, por ausência afetiva devida à fragilidade psíquica da mãe.

Nossa experiência corroborou a tese de Bert Hellinger, de que é importante, para a "cura das relações", restaurar a "ordem natural do amor" na constelação familiar: Um filho assume a força masculina de marido e pai ao reconhecer e honrar seu pai, ao lhe agradecer pela vida recebida, ao reconhecer que necessita do carinho dele, ao aceitar ser apenas filho da mãe, aceitando ser o pai o marido dela. A capacidade de uma mulher de ser esposa e mãe se fortalece ao aceitar sua mãe como tal ela é, ao agradecer a vida que recebeu dela, ao admitir que necessita do carinho de sua mãe. A mulher consegue assumir o relacionamento íntimo com um homem, ao aceitar ser apenas a filha dos seus genitores, ao aceitar ser a mãe a esposa do seu pai.

Facilitadora: Maristela de André