Doenças Crônicas e Traumas

A terapia por constelações indicou casos de portadores de doenças crônicas, inclusive autoimunes, que cultivavam, inconscientemente, apego psíquico à doença, como se esta fosse um apoio capaz de protegê-lo de algo mais amedrontador, a exemplo de responsabilidades importantes pelas quais se sentia incapaz ou então de compulsões que antes da doença o dominavam, tais como a de dependência ao álcool.

O método de constelações indicou ocorrências de perda de progenitores na infância, outras vezes indicou mães frágeis e pais ausentes.

Por vezes, verificou-se que o cliente tinha uma identificação inconsciente com algum ascendente que vivera intenso sofrimento, por causas diversas (abandono, exclusão da família, doenças, traumas).

Houve necessidade de renovar a qualidade dos laços, de reforçar paternidades, torná-las saudáveis, amorosas, apoiadoras e respeitosas, com relação à mãe, ao pai, às vezes também a avós.

Em tais casos, foram eficazes as cerimônias de desidentificação, nas quais o cliente deixou respeitosamente, com o ascendente, o seu próprio destino, liberando-se de uma lealdade inconsciente que o adoecia.

O cliente se fortaleceu. Mais lúcido, ampliou a autoestima, o carinho para consigo, o prazer de viver. Tornou-se mais preparado para a escolha cotidiana de liberar medos, orientar-se pela esperança.

Facilitadora: Maristela de André