Casos de Depressão Associada a Perdas

Registramos em nossa experiência de facilitadora de constelações, casos de mulheres com padrões depressivos cuja constelação revelou a presença de sentimentos, até então às vezes ignorados por elas, de pesar e de culpa associados com abortos naturais ou provocados que elas tiveram no passado, como também com mortes de seus bebês já nascidos. Frequentemente, a terapia de constelação identificou que, também na família de origem, houve perdas prematuras de outras crianças, irmãos ou tios, cujas mortes não foram aceitas, pranteadas ou reconhecidas por seus pais.

A cura passou pela restauração da força amorosa da família, pelo resgate do amor dos seus pais à criança cujo destino estava afetando a harmonia profunda da "alma familiar".

O processo implicou no reconhecimento da existência do filho perdido, na reintegração família, na manifestação da dor, da eventual culpa, da aceitação amorosa do destino da criança.

Observamos que as clientes - mães, que se dispuseram a liberar a dor, se fortaleceram como pessoa, como mulher, como mãe. Tais mulheres resgataram a autoestima, o prazer de viver, a motivação.

Ás vezes, foi percebido que um filho ou filha dessa cliente também apresentava quadro depressivo ou doenças psicossomáticas. Relatos posteriores da cliente atestaram que o impacto da terapia atingiu também a alguns desses descendentes.

Facilitadora: Maristela de André