Programa Qualidade de Vida e Relações Humanas no Hospital Psiquiátrico de Maringá

O Programa: Dirigido aos profissionais que atuam no hospital, visou ampliar sua autoestima, a valorização da própria saúde e o autoconhecimento, bem como a qualidade das relações interpessoais dentro do hospital. Consistiu numa etapa de sensibilização de programa de mudança cultural visando a melhoria dos serviços prestados pelo hospital. Constituiu de palestras seguidas de seminários vivenciais de 3 horas de duração, em vários grupos de cerca de 30 participantes. Participaram cerca de 90 dos 170 profissionais que atuam no hospital, de diversas categorias: médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, profissionais da área financeira e da administração do hospital, inclui a diretoria.

O principal resultado: Foi a sensibilização dos participantes para com o seu alto nível de estresse cotidiano, o estímulo a sua autoestima e a motivação para introduzir na rotina pessoal o cuidado para com seu bem estar físico e afetivo. Ocorreu a sensibilização para a importância do vínculo afetivo entre os que atuam no hospital. Em questionário de avaliação do programa realizado, todos os participantes registraram como boa ou excelente a contribuição prestada. No tema da liberação do estresse, resultou na introdução, na rotina do hospital, de exercícios físicos regulares para todos os que atuam no hospital. Quanto à contribuição do seminário na melhoria das relações entre os colegas, 65% dos participantes declararam como excelente e 35% como boa.

Exemplos de Manifestações: "O seminário mudou muito meu jeito de pensar, inclusive sobre minha vida pessoal". "O seminário tirou nossas máscaras e os pesos de profissionais que nunca podem errar. Nós nos soltamos, dançamos, nos vimos como colegas, como companheiros. Isso às vezes nos passa despercebido no dia a dia; nos mostrou que, além de profissionais, somos seres humanos e que temos o direito de admitir que temos estresse". "Senti-me muito bem ouvindo minha colega, percebi que simplesmente ouvindo posso ser útil. Senti-me respeitada ao ser ouvida por alguém disposta a me ouvir sem interromper, sem julgar nem criticar."

Facilitadoras: Maristela de André e Luiza Helena Amaral