Transformando Limitações em Recursos: Vivencia Corpo – Psiquismo – Mente (12/9/2015)

Facilitadora: Maristela de André

 

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Objetivos: Processo terapêutico grupal sobre uma questão de dificuldade na vida de cada participante. Vivenciar um processo psico – corporal indutor da transformação de restrições em recursos. O processo corporifica ansiedades, ensina a fluir para além das emoções de medo, dor ou raiva, sintonizando com emoções curadoras, que libertam a coragem e trazem clareza e sentimentos de afeto. Ouvir os anseios da alma e a seguir sua orientação. Fortalecer decisões utilizando Dinâmicas de Campo Energético Sutil e Meditação em grupo. Horario: 9hs-13hs, 14hs:30-17hs00.

Organizadora: Maria Helena Roselino, no Instituto de Integração Sistêmica - R. João Penteado 308, Ribeirão Preto.

 

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DEPOIMENTOS DE PARTICIPANTES (registro de Maristela AA, sem revisão dos manifestantes)

Esclarecimentos: Os depoimentos fazem referencia a várias etapas do evento terapêutico (5 hs): (1) etapa inicial de mobilização corporal e emocional ao som de musicas. (2) pintura sobre um esquema do corpo humano desenhado em papel. (3) participantes escolheram como foco para o trabalho interior um problema que estava lhes causando desassossego. (4) exercício em duplas em que uma das pessoas (o/a protagonista) expressou corporalmente emoções suscitadas por seu problema. A seguir o/a colega da dupla (acompanhante) manifestou, por movimentos corporais, a vivência do/a colega protagonista. (5) nova pintura sobre o esquema corporal distribuído a cada um. (6) Compartilhamento verbal em duplas. (7) Integração interior da vivencia. (8) Depoimentos.

 

 

DESTAQUES DE ALGUNS DEPOIMENTOS 

 

Consegui me soltar durante os exercícios (corporais) e o que percebi fui registrando, pintando no esquema corporal. Percebi que o movimento e a respiração associados me permitem sair de situações ruins e me dei conta de que neste evento consegui sair. Percebi também que não estou usando estes recursos no dia a dia. Identifiquei com clareza qual era a minha questão, através da representação corporal de minhas emoções retratadas por minha acompanhante.

 

Percebi que a raiva me paralisou. “Apoiada na música e no movimento do corpo, entrei numa ‘tempestade e aí voltei a ter conexão com meu equilíbrio”. (Obs: esta participante representou o que viveu, no seu desenho, como uma explosão, um sol vermelho).

 

O corpo é algo inteiro e está ao meu favor. Minhas dores corporais foram sumindo. Lembrei-me agora de como é verdadeiro o que diz o dito popular: “dançar conforme a música”.

 

Percebi que o som, a voz, a dança, mexem nas células, nos ossos, que ganham energia. Sobre o meu problema, percebi que havia um lado sedutor, um tipo de paixão por mim mesma, brotou um feminino em mim.

 

Eu tinha dois temas e estava em dúvida sobre qual era o mais importante. No movimento da dança o corpo foi me mostrando qual era central e foram acontecendo passos para minha libertação.

 

Ganhei maior clareza mental e concordância com a realidade. Isso cabia na flexibilidade que eu necessitava diante de uma situação de bloqueio que eu trouxe comigo hoje.

 

Aprendi que posso sentir e que posso existir. Posso sentir sem me perder de mim, do meu eixo. A aceitação de mim mesmo me permitiu atentar pra meus contornos, os que o meu corpo mostrava. Senti que eu existo.

 

Eu sabia que havia um caos interior em mim e pude vivenciá-lo no meu corpo. Percebi que um “sim” identifico como “resignação” e um “não” como “raiva” e que ambos me trazem dor. Foi revelador.

 

 

Neste evento percebi que me sentia desconectada com minha boca, minha língua, meus ouvidos e olhos. Tenho passado por muitas intervenções dentárias e sabia ter problemas aí, mas desconhecia haver problemas de sensibilidade em outras áreas do meu rosto. O insight vai contribuir para eu me orientar agora em meus tratamentos.

 

Percebi que tenho recursos para atuar sobre meu problema. Da concha em que eu percebia estar, veio uma energia nova que me impulsionou para a saída.

 

No estado de medo fui me fechando sobre mim mesma. Fui depois para a intolerância. Recorri à respiração e aí o corpo foi se soltando, as musicas suaves me ajudaram a sair.

 

Tive grande sintonia com o colega acompanhante. A música me permite ir mais fundo na sintonia com minha vida atual, em questões difíceis para mim. Percebi que neste momento a vida e a morte pendulam em mim. Tem sido difícil ao meu corpo se dar conta das emoções pelas quais estou passando. O gestual de meu acompanhante fluiu de modo surpreendente, ele representou meus sentimentos de modo maravilhoso, os aprofundou por mim, eu me vi nele e foi tocante.

 

 

OUTROS DEPOIMENTOS

 

Sinto leveza agora, senti alegria, prazer de dançar e percebi a dança como recurso para sair da situação incomoda que eu trouxe para elaborar neste evento. Estou bem agora.

 

A música e a dança me ajudam na espontaneidade. A acompanhante me ajudou a ir mais fundo na minha questão.

 

Percebi que a interação com minha acompanhante foi fundamental para eu me conhecer melhor.

 

Percebi também que, ao entrar no ritmo, trazido pela musica, posso fluir com leveza, facilita que eu me entregue e isso é libertador. Minha confiança cresce e as ilusões se rompem.

 

Para mim, usar as cores e pintar é como ir para a infância e colocar no desenho algo de mim. Trouxe-me força e prazer, sintonizei com o corpo.

 

Os exercícios me soltaram para que eu não me cobre tanto. Eu estava fragmentada e meu desenho mostrou isso. No meu segundo desenho, percebi maior libertação. Ao final notei que eu passei a reparar mais na presença da colega acompanhante, antes não a notava muito.

 

Eu senti que o “sim” e o “não” são iguais. Senti-me assim grande e forte e eu tinha um eixo.

Percebi a importância de meu corpo e da linguagem facial. Elaborar meu tema com a música e o movimento aprofundou minha experiência.

 

É surpreendente a gente se ver no outro, traz um novo olhar, um novo caminho para cuidar e curar meu corpo que está doído.

 

No inicio me senti desconectada e a musica me trouxe flexibilidade e alegria. Posso transpor limitações e medos, tenho recursos.

 

A princípio eu estava confusa (o desenho mostrava esse estado). Ao ir me movendo e expressando emoções e respirando, veio angústia e depois foi se soltando. Vejo que é bom trabalhar minha respiração no dia a dia.

 

Eu senti medo e, vendo a acompanhante me imitar, vi que sou capas de andar com minhas próprias pernas, de seguir a vida com autonomia.

 

Tive grande ligação com a acompanhante. Hoje foi mais fácil receber ajuda, tendo a fazer tudo por mim mesma. A música ajudou-me a fluir com meu tema.

 

Pra mim houve excesso de estímulos e de informações. Não consigo digerir ou dizer como me sinto agora, nem o que se passou comigo. Estou confusa, percebo que preciso muito respirar. (Observação: após a manifestação desta participante, fizemos com ela exercício de respiração tranquila, com o apoio de três colegas, que sustentaram suas costas e que lhe deram as mãos. Ela foi se sentindo mais presente e equilibrada. Outro colega lhe deu, então, o depoimento de que o exercício de duplas que fez com ela havia sido significativo para ele. Ao ouvir isso ela se sentiu acolhida).

 

Ela (a colega do depoimento anterior) disse-me um “sim” e um “não” de modo amável e isso me tocou. Estou habituado a viver atitudes competitivas e isso fez diferença, foi importante para mim.

 

Consegui fazer alongamentos prazerosos. Senti-me às vezes como numa tribo indígena, era surpreendente, era “meio louco”. Fez-me bem dançar, eu gosto muito de dançar.

 

Vivi estados de empatia profunda neste evento!